À deriva!

Ando pelas ruas, sozinha, vejo pessoas num rodopio, aos encontrões, desamparadas e com o rosto carregado.

Ando pelas rua à procura do meu caminho e dou de caras com as ruas do meu passado.

Vidas cruzadas e destruídas.
Vidas interrompidas por tudo e por nada
Vidas que procuram um novo folgo.

Olho para o céu e procuro uma mão, um olhar, uma voz.

Procuro uma saída para este aperto, para esta vontade enorme de ser diferente, de ser feliz, de me sentir uma pessoa igual a todas as outras.

Aí dor que teimas em aparecer, que me tornas ainda mais vulnerável, mais insegura.

Vejo-o andar à minha volta, à espera de um abraço forte, quente, cheio de amor e paixão. Espero por um carinho, que não vem, a não ser que eu dê primeiro.

Sinto-me uma pedinte, não de comida, mas de afetos, de carinho.

Não sei o que dói mais, se ter fome e não ter o que comer ou de precisar de amor e carinho e não ter quem nos ame.

Mas não serei eu também a dor de alguém? Para quê então estas palavras, esta dor?

Vagabunda que andas à deriva…..

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