Intensidade dos momentos

momentosExistem palavras, momentos, que nos alteram, que nos fazem sentir radiantes, felizes, mas também que podem deitar por terras todas as nossas convicções, todos os nossos sonhos e nossa felicidade.

Palavras que são ditas, palavras que ficam por dizer, momentos vividos e momentos vazios.

É como andar sozinho, falar sozinho, sentir sozinho, amar sozinho.

Uma simples palavra pode deitar por terra todo o nosso entusiasmo, toda a nossa capacidade de lutar.

É como veneno que nos invade, que penetra nas nossas veias, que nos suga e que nos deixa enfraquecidos.

Inspiro para oxigenar todo o meu ser, mas não consigo fazê-lo com convicção, pois até esse simples movimento me faz sentir dor.

Reencosto-me, fecho os olhos, fico estática…nada se mexe. É como se tudo à minha volta estivesse em pausa e apenas eu e o meu corpo estivéssemos ali à espera de um sopro, de uma mão.

Começo a delirar, capacidade de raciocínio quase nula…então o que me resta? Desisto? Nada que já não tivesse pensado. Mas desistir? Assim?

E, de repente, não sei como nem porquê, inspiro profundamente e todo o meu corpo começa a mexer, como se tivesse a ser reanimado. Como se tivesse a ser afogada e de repente sou puxada para cima e num movimento descontrolado e enérgico inspiro numa ânsia enorme de receber ar puro,

Meu corpo mexe-se, o mundo movimenta-se. As folhas das árvores numa delicadeza indescritível tombam no chão, o cão corre atrás da bola e as crianças brincam, riem.

Tudo parece perfeito.
Será mesmo?

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